quinta-feira, 30 de julho de 2009

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Mortadela (em Italiano, Mortadella) é um embutido feito de carnes de diversos animais, especialmente suínos e bovinos, e cubos de gordura, geralmente do pescoço suíno. Os temperos geralmente usados incluem pimenta preta (inteira ou moída), murta, noz moscada e coentro.
No Brasil, mortadelas de qualidade são compostas de 50% de carnes, 10% de miúdos, 25 a 30% de gordura, substratos de preenchimento vegetais e açúcar para dar a liga.

Fonte sobre origem da mortadela: Wikipédia



SUPER-MERCADO que adere a burrice em vender mortadela + pessoas/empresa que preparam a mesma+ MATAR oS animaiS-não humanos que não tem nada a ver com a história do ser humano querer comer carne = BURRICE+IGNORÂNCIA+ESTUPIDEZ.

Agora... saber que, quem comem/compram e não fazem a mínima idéia do que é composta a mesma e tão pouco passar pela mente que faz mal = NÃO TEM PREÇO!

Pode-se achar esperto o que come apenas pelo paladar, mas não sabe que isso só aumenta o desmatamento e aignorância. E tem outro que come sem SANGUE e TORTURA, que se alimenta saudavelmente, em harmonia com os animais-nao humanos e que só tem a ganhar com sua saúde e companhias dos nossos bichos-amigos!

Por isso, enquantos uns acham que vivem, outros realmente VIVEM.

Não importa se os animais são incapazes ou não de pensar. O que importa é que são capazes de sofrer.
(Jeremy Bentham)

Parlamento israelense proibe testes em animais


Os abrigos de animais em todo o Estado de Israel se prepararam para receber novos inquilinos segunda-feira, depois que o Knesset (Parlamento) aprovou uma lei proibindo todos os testes em animais para produtos cosméticos e de limpeza.


A lei, que deve um texto final aprovado segunda de manhã e entra em vigor imediatamente, libertará os 2.000 a 3.000 animais que são usualmente utilizados para testar esses produtos.

“Essa é uma lei importante, que reflete o quanto a nossa sociedade está mudando sua visão dos direitos animais”, disse Gideon Sa’ar (do partido Likud), que apresentou o projeto da lei.

Sa’ar contou no Knesset que propôs o projeto da lei por influência de sua filha Daniella, de 16 anos, que o levou a interessar-se pelo assunto. “A partir do que Daniella tinha visto e aprendido, ela me convenceu de que essa lei precisava ser aprovada. Sinto-me muito orgulhoso desta nova geração que deseja uma sociedade mais humana e irá garantir um futuro brilhante para o país”, disse Sa’ar.
Acrescentou que a lei equipara a legislação israelense à dos EUA e da União Européia, as quais aprovaram leis similares.

“Não queríamos que Israel se transformasse no quintal das empresas de cosméticos que quisessem testar seus produtos”, disse Anat Refua, diretor da ong Let the Animals Live. “Com o fim dos testes em animais nos EUA e na Europa, muitas empresas buscaram outros locais para testes em animais, e muitas acabaram se voltando para as Filipinas e o Vietnam”, disse Refua.

Embora existam diversas alternativas aos testes em animais,a maioria com réplicas sintéticas, os animais vivos seriam o método mais barato para as empresas testarem seus produtos.
Enquanto Sa’ar se dizia feliz com a aprovação da lei, prometeu reapresentar um outro projeto para proibir a importação de produtos testados em animais; já havia tentado aprová-lo, mas perdeu por um voto.
Refua afirmou que esperava que Sa’ar prosseguisse, e nesse ínterim, declarou que os israelenses deveriam “votar com seus dólares”, conferindo se os produtos que adquirissem não tinham sido testados em animais.

Fonte: Vista-se - [Sheera Claire Frenkel(Trad. do site do The Jerusalem Post, 02 de maio de 2009)]
Em Pauta
E tem povo por aí que se acha mais "evolúido"; por fazer o melhor churrasco, pelas mulheres usarem - ou não usarem - poucas roupas, por outros beijarem a bandeira, idolatrarem um Homem que executa guerras... enquanto o povo israelista é antiquado, pois suas mulheres vivem cobertas por enormes panos e PROÍBEM TESTES EM ANIMAIS. Que país "menos" evoluído, não?!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Coisa boa!!!


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Coisas que não gostaríamos, mas vemos por aí...

Pintinhos coloridos são vendidos por R$ 0,15 nas Filipinas



"Pintinhos pintados são exibidos nesta quarta-feira (29) em Manila, nas Filipinas. Os pitinhos coloridos são vendidos como animais de estimação por 4 pesos (R$ 0,15) cada um. (Foto: Cheryl Ravelo/Reuters)"

Fonte: Globo.com

Em pauta

Tá bom, eu li e gostaria que alguém me dissesse para quê pintar esses pobres animais? Para chamar a atenção do comerciante ou da criança que acha que o pintinho não é áquela galinha que ela comerá um pouco mais tarde? Triste, né? Pois é, caros, isso é RAÇA HUMANA...


terça-feira, 28 de julho de 2009

Numero de mortos em zoo de Goiás é quase o dobro divulgado

O número de mortes de animais dentro do Parque Zoológico de Goiânia neste ano pode ser superior a 15, e não apenas oito como havia sido informado anteriormente pela administração do zoológico.
Isso porque, segundo a direção do parque, anteriormente, não eram considerados os animais que não são considerados de grande porte.
O total equivale a mais de 2,5% do plantel do zoo, atualmente em torno de 600 animais. O diretor do zoológico, Raphael Cupertino, disse que não saberia precisar a quantidade exata de óbitos porque toda documentação referente às mortes foi encaminhada ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O parque foi fechado na terça-feira, dia 21 de julho, após acordo da administração do local com o Ibama para que todo plantel fosse examinado. Quando a visitação foi suspensa, era de conhecimento público a morte de sete animais de grande porte - dois hipopótamos, um leão, uma onça, um tamanduá-bandeira, uma girafa e um jacaré-açu. Depois, na quinta-feira, morreu um queixada. Ao ser procurado pela reportagem do Terra/b>, na tarde de ontem, Cupertino afirmou não ter como dizer, naquele momento, mais detalhes sobre os outros animais mortos."Foram todas mortes ocasionais, sem nenhuma relação entre elas. Uma fatalidade. Muitos animais já chegaram doentes aqui e outros estavam velhos demais."

O intuito dos exames nos animais é descobrir se há algum doente e assim tentar evitar novas mortes. Foram examinados 30 mamíferos até este fim de semana e já se descobriu que uma sussuarana está com insuficiência renal e precisa de tratamento.Falta de investimentoDesde o ano passado, o Ministério Público Estadual (MPE) de Goiás investiga denúncias de maus-tratos e de descaso do Poder Público com o parque. Um relatório feito em junho deste ano pela perícia ambiental do MPE concluiu que a prefeitura nunca investiu na manutenção e na modernização do zoológico, criado em 1956. Além disso, desde terça-feira, a Polícia Civil investiga se essa falta de investimento pode ter influenciado na morte dos animais.No laudo do MPE, feito pelo engenheiro agrônomo Giuliano Pompeu Rios de Pina, técnico ambiental do órgão, fica claro que a falta de conservação do parque colocou em risco as condições de higiene e saúde do plantel. Segundo o laudo, o zoológico "foi dimensionado para uma demanda de 53 anos atrás" e "não passou por melhorias".
No mesmo dia do fechamento do zoológico, o delegado Luziano Carvalho, titular da Delegacia Estadual de Meio Ambiente (Dema) abriu inquérito para apurar se a prefeitura pode responder pela morte dos animais.A promotora Sandra Mara Garbelini, coordenadora do Centro de Apoio Operacional (CAO) do Meio Ambiente do Ministério Público Estadual, diz que o zoológico só volta a abrir as portas para o público quando suprir todas as deficiências apontadas no relatório do órgão, assim como atender as exigências feitas pelo Ibama, cujo laudo final ainda não ficou pronto. Mas disse que ainda precipitado afirmar que a administração do zoológico pode ter responsabilidades pelas mortes dos animais.

Fonte: Terra


Em pauta

Os animais não vivem mais nos zoológicos do que viveriam no meio selvagem?
Em alguns casos, isso é verdadeiro. Mas é irrelevante. Suponha que um zoológico decida exibir seres humanos. Eles seqüestram um camponês de um pais de terceiro mundo e o põe para exibição. Devido à alimentação regular e os cuidados com a saúde providos pelo zoológico, o camponês vai viver mais em cativeiro. Essa pratica seria aceitável? Um compromisso entre a quantidade de vida versus a qualidade de vida não é sempre decidido em favor da quantidade.

Passeata contra o rodeio de Piracicaba-SP

Dica de lanche


SIM! O novo sabor de Doritos não tem nada de origem animal! É apimentado, adocicado e delicioso! Ainda tem uma brincadeira muito legal para você fazer com a embalagem frente a uma webcam.

Hipocresia

"Alemanha - 16h11 - Homem observa enquanto touro, chamado Leif, recebe massagem em uma estação de tratamento, em Woldegk. O bovino de dez anos é o reprodutor mais importante da região e é tratado especialmente para as doações de esperma. O sêmen do touro já produziu mais de 11 mil filhotes em 21 países..."*

É... quanta hipocresia, quanta besteira, pobre animal-não humano. Enquanto Leif não sabe bulhufas do que está acontecendo, o dono já pensa em quantos bezerrinhos poderá vender, para logo após MATAR.

Até quando isso vai? Quando é que a raça humana perceberá a criminalidade que faz desde sempre?!

Sinceramente, ao ler esta reportagem fiquei extremamente chateada, mas como o Leif não pode reagir - da forma humana -, já que os homens seguem a lei do "mais forte", que possamos nos concentizar mais e levantar a bandeira à vida.

Um dos motivos que me faz postar todos os dias neste blog, é ter a oportunidade de reagir, de "brigar" com o "mais forte"; então, se você concorda ou pensa semelhante a mim, faça alguma coisa... SEJA VEGETARIANO, mas não por você, por ele... pelo Leif!!!

*Fonte da imagem e texto: www.terra.com.br/portal

domingo, 26 de julho de 2009


Aqui vai uma imagem super fofa que encontrei em um site de pesquisa.
Os dizeres eu mesma fiz, então, para quem deseja estampar numa camiseta... ala vontè!

O importante é a divulgação!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Você sabe o que é caviar?

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CORAAAGEEEM!!!

sábado, 18 de julho de 2009

A natureza não cansa em nos surpreender...

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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Certa vez estava conhecendo um site que, para mim é novo, porém já existe a algum tempo. E encontrei esta música facinante. A tradução é linda e emocionante... confiram, caso não encontrem para ouví-la, clique no link abaixo do Blog e encontre-a.

"E as plantas?"

"Na realidade, eu não conheço nenhum vegano que não tenha ouvido essa pergunta ao menos uma vez, e a maioria de nós já a ouviu muitas vezes.
Claro que ninguém que faz tal pergunta realmente acha que não podemos distinguir entre, digamos, uma galinha e um maço de alface. Isto é, se no próximo jantar você cortar um maço de alface na frente dos seus convidados, eles terão uma reação diferente daquela que teriam se você fosse cortar uma galinha viva. Se, ao caminhar pelo seu jardim, eu pisar em uma flor de propósito, você poderá, com toda razão, ficar irritado comigo, mas, se eu chutasse de propósito seu cachorro, você ficaria irritado comigo de um modo diferente. Ninguém considera esses dois atos equivalentes. Todo mundo reconhece que há uma importante diferença entre a planta e o cachorro, diferença essa que torna o ato de chutar o cachorro mais grave, no plano moral, do que o ato de pisar em uma flor.

A diferença entre o animal e a planta envolve a senciência. Isto é, os animais não-humanos, ou pelo menos aqueles que costumamos explorar, sem dúvida são conscientes de suas percepções sensoriais. Os animais sencientes têm mentes; eles têm preferências, desejos ou vontades. Isso não quer dizer que as mentes dos animais sejam como as mentes dos humanos. Por exemplo, pode ser que as mentes dos humanos, que usam uma linguagem simbólica para se orientar pelo seu mundo, sejam bem diferentes das mentes dos morcegos, que usam a ecolocalização para se orientar no mundo deles. É difícil saber ao certo. Mas isso é irrelevante; o que importa é que tanto o humano quanto o morcego são sencientes. Ambos são aqueles tipos de seres que têm interesses; ambos têm preferências, desejos ou vontades. O humano e o morcego podem pensar diferentemente sobre tais interesses, mas não pode haver a menor dúvida de que ambos têm interesses, inclusive o interesse em evitar a dor e o sofrimento, e o interesse em continuar a viver.

As plantas são diferentes, no plano qualitativo, dos animais humanos e dos animais não-humanos sencientes, pois as plantas com certeza são seres vivos, mas não são sencientes. As plantas não têm interesses. Não há nada que a planta deseje, ou queira, ou prefira, porque não há nenhuma mente, ali, para se incumbir de tais atividades cognitivas. Quando dizemos que uma planta “precisa” de água ou “quer” água, não estamos afirmando nada sobre o estado mental da planta, assim como não estamos afirmando nada sobre o estado mental do motor de um carro quando dizemos que ele “precisa” de óleo ou “quer” óleo. Pode ser do meu interesse pôr óleo no meu carro. Mas não é do interesse do meu carro: meu carro não tem interesses.

Uma planta pode reagir à luz do sol e a outros estímulos, mas isso não significa que a planta seja senciente. Se eu fizer uma corrente elétrica passar por um fio ligado a uma campainha, a campainha toca. Mas isso não significa que a campainha seja senciente. As plantas não têm sistema nervoso, receptores benzodiazepínicos, nem qualquer outra característica que associamos à senciência. E tudo isso faz sentido em termos científicos. Por que as plantas desenvolveriam a capacidade de ser sencientes, se elas não podem fazer nada para reagir a um ato que as danifica? Se você encostar uma chama em uma planta, a planta não pode fugir; ela continua exatamente onde está e queima. Mas se você encostasse uma chama em um cachorro, o cachorro faria exatamente o que você faria—gritaria de dor e tentaria fugir da chama. A senciência é uma característica que evoluiu em certos seres para capacitá-los a sobreviver escapando de um estímulo nocivo. A senciência não seria de nenhuma utilidade para uma planta; as plantas não podem “escapar”.

Eu não estou querendo dizer que não podemos ter obrigações morais concernentes às plantas, mas sim que não podemos ter obrigações morais para com as plantas. Isto é, podemos ter a obrigação moral de não cortar uma árvore, mas essa não é uma obrigação moral que temos para com a árvore. A árvore não é o tipo de entidade para com o qual podemos ter obrigações morais. Podemos ter uma obrigação moral, isso sim, para com todas as criaturas sencientes que vivem na árvore ou dependem dela para sua sobrevivência. Podemos ter a obrigação moral para com os outros animais humanos e não-humanos que habitam o planeta de não derrubar árvores de modo irresponsável. Mas não podemos ter quaisquer obrigações morais para com a árvore; podemos ter obrigações morais apenas para com os seres sencientes, e a árvore não é senciente nem tem interesses. Não há nada que a árvore prefira, queira ou deseje. A árvore não é o tipo de entidade que se importa com o que fazemos a ela. O esquilo e os pássaros que vivem na árvore certamente têm interesse em que não cortemos a árvore, mas a árvore não. Pode ser errado, no plano moral, cortar uma árvore irresponsavelmente, mas esse é um ato qualitativamente diferente do ato de atirar em um veado, por exemplo.

Falar sobre os “direitos” das árvores, como algumas pessoas fazem, é um convite a equiparar árvores a animais não-humanos, e isso só pode funcionar em detrimento dos animais. De fato, é comum ouvirmos os ambientalistas falarem sobre nossa responsabilidade no gerenciamento dos nossos recursos naturais e incluírem os animais não-humanos entre os “recursos” a serem gerenciados. Isso é um problema para aqueles de nós que não vêem os animais não-humanos como “recursos” para nosso uso. As árvores e as outras plantas são recursos que podemos usar. Temos a obrigação de usar tais recursos com sabedoria, mas essa é uma obrigação que temos apenas para com outras pessoas, sejam elas humanas ou não-humanas.

Finalmente, uma variante da pergunta sobre as plantas é esta: “e o insetos, eles são sencientes?”.
Eu não tenho conhecimento de ninguém que de fato saiba a resposta a essa questão. Eu certamente concedo aos insetos o benefício da dúvida. Não mato insetos na minha casa e tento nunca pisar neles quando estou andando. No caso desses animais, talvez seja difícil traçar o limite, mas isso não quer dizer que um limite não possa ser traçado, e com clareza, na maioria das vezes. A cada ano, só nos EUA, matamos e comemos pelo menos dez bilhões de animais terrestres. Esse número não inclui os animais marinhos que também matamos e comemos. Talvez haja uma dúvida sobre os moluscos serem sencientes ou não, mas não há a menor dúvida de que todas as vacas, galinhas, porcos, perus, peixes, etc. são sencientes. Os animais não-humanos dos quais tiramos o leite e os ovos são, indubitavelmente, sencientes.

O fato de não sabermos, ao certo, se os insetos são sencientes não significa que temos alguma dúvida quanto à senciência destes outros animais não-humanos; não temos. E é claro que é um absurdo dizer que, já que não sabemos, ao certo, se os insetos são sencientes, então não podemos avaliar a moralidade de comer a carne dos não-humanos que, temos certeza, são sencientes, ou de usar os produtos provenientes desses não-humanos, ou de trazer esses não-humanos domesticados à existência para o propósito de usá-los como nossos “recursos”."



Texto por Gary L. Francione
Gary Francione é professor de Direito e Filosofia na Rutgers University, EUA. Desenvolveu a teoria de direitos animais abolicionista.

http://www.abolitionistapproach.com/

Fonte: http://mtv.uol.com.br/vidavegetariana/

terça-feira, 7 de julho de 2009

O que um Vegetariano e Vegano comem?



Algumas pessoas se perguntam: se vegetariano não come carnes brancas e vermelhas e derivados das mesmas, mas ainda se alimenta de laticínio, ovo e derivados dos mesmos, imagina o que um Vegano come? Nada?

Para muitos, é muito difícil e quase impossível não se alimentar mais de carne. É algo que foge dos padrões da sociedade e realidade nos dias de hoje. Só que ninguém parou para pensar que, enquantos uns se alimentam de animais, outros se alimentam de alimentos saudáveis e nutritivos. Sem a necessidade de matança, de sangue, de sofrimento...
Quando alteramos a nossa dieta, podemos levar algum tempo a explorar os novos alimentos e a criar uma rotina. As opções são inúmeras – continuando a experimentar descobriremos as nossas preferencias.
Em geral encontram-se produtos vegetarianos e até veganos à venda nos supermercados e hipermercados e nas lojas de produtos naturais e dietéticos. Nos restaurantes de comida Chinesa, Indiana, Italiana, Mexicana, e outros restaurantes étnicos, bem como algumas cadeias internacionais como a Pizza Hut, existem opções vegetarianas – basta perguntar!

Algumas ideias para refeições simples de um Vegano e/ou Vegetariano:



Pequeno-almoço
Panquecas
Iogurte de soja
Batido de fruta
Torradas com compota
Flocos de aveia e outro tipo de flocos cozinhados
Cereais/Muesli com leite vegetal


Almoço/Jantar
Cachorro vegetariano
Tempeh assado ou sanduíche de tofu
Hambúrguer de soja
Seitan guisado
Crepes de feijão
Lasanha de tofu
Espaguete com molho de tomate
Sopa de Legumes
Tofu, tempeh, ou seitan salteados
Batatas assadas, fritas ou puré

Lanche/Sobremesa
Tarte, biscoitos, ou gelado sem lacticínios
Passas de uva, figos, ou alperces secos
Amendoins, amêndoas, ou nozes ; banana, maçã, ou laranja
Pipocas


Como substituir

É possível continuar a preparar os nossos pratos favoritos e evitar produtos de origem animal fazendo simples substituições:

Lacticínios
Leite, queijo, natas, iogurtes, e sobremesas de soja, arroz, aveia, ou frutos secos. A levedura de cerveja imprime um sabor a queijo aos alimentos. Substituir manteiga por margarina.


Ovos
Nas receitas de pastelaria, podem ser utilizados os produtos de substituição vegetais em pó existentes no mercado. Um ovo poderá também ser substituído por meia banana, por uma colher de chá bem cheia de farinha de soja ou ainda por amido de milho acrescido de duas colheres de sopa de água.


Carne
A proteína de soja em grânulos, nacos ou “bifes”, o seitan, o chouriço, as salsichas de soja e ainda os hamburgueres vegetais imitam a carne de forma saudável.



Jesus pregou: “Porque tive fome e destes-Me de comer... Sempre que o fizestes a um destes meus irmãos, mesmo dos mais pequeninos, a Mim o fizestes” (Mateus 25:35,40). Contudo, enquanto dezenas de milhões de pessoas morrem anualmente de doenças relacionadas com a fome, e cerca de mil milhões sofrem de malnutrição, 37% dos cereais colhidos no mundo são utilizados para alimentar animais criados para o abate. Nos Estados Unidos a percentagem é de 66%.
A transformação dos cereais em carne desperdiça até 90% das proteínas, 96% das calorias, e toda a fibra. Como geralmente são necessários bastantes mais cereais para alimentar quem come carne, o consumo de carne a nível mundial aumenta grandemente a procura de cereais. À medida que a procura aumenta, aumentam também os custos, impossibilitando progressivamente os pobres de comprar qualquer tipo de alimento. É irónico que os vegetarianos, frequentemente acusados de se preocuparem mais com os animais do que com os humanos, contribuam para ajudar a alimentar os humanos.



"Tempo virá em que os seres humanos se contentarão com uma alimentação vegetariana e julgarão a matança de um animal inocente como hoje se julga o assassínio de um homem." (Leonardo da Vinci)

sábado, 20 de dezembro de 2008

POR QUE LUTAR POR JAULAS VAZIAS?

Em pauta:
Segue um texto publicado no site do GAE (Grupo pela Abolição do Especismo) sobre a necessária abolição da utilização de animais para nossos interesses. Acredito que, por coerência, devemos primeiramente defender a nossa espécie e não adotar uma postura misantrópica como alguns ativistas fazem. No entanto, algumas pessoas não conseguem entender que ambas as posturas, de amor e preservação da nossa espécie e de anti-especismo, podem andar em sintonia e sem contradições. Respeitar os animais e entender que eles existem por motivações e interesses própios, não significa colocar os seres humanos em segundo plano.
A sociedade humana está evoluiu sim, principalmente em tecnologia! E hoje vivemos mais e melhor se comparado aos nossos antepassados. Em contrapatida, ainda há erros e incoerências com relação ao tratamento de HUMANOS E ANIMAIS. Algumas posturas precisam de uma profunda revisão de conceitos e valores, e como esse blog trata dos aspectos do vegetarianismo, ressalto aqui os animais, mas nunca perdendo de vista nós, os humanos.
O texto que segue foi escrito pela Professora Maria de Nazareth Agra Hassen, que é Doutora em educação, antropóloga e filósofa. Acho que ele pode ofertar uma reflexão acerca desse tema.
Boa leitura!
" Macacos, gatos, carneiros, porcos, lagartixas, ratos: muitas diferenças há entre estas espécies e a humana. Dependendo do critério comparativo que se adote, a superioridade pende para umas em detrimento de outras. Ninguém duvida de que o faro de um cão é superior ao de um sapo, ou que a visão do cavalo é inferior à do lince. Ninguém duvida de que a capacidade de produzir tecnologia de ponta é infinitamente superior nos humanos. Por maiores que sejam as diferenças entre as espécies, nem a biologia nega uma verdade a alguns ainda chocante: somos todos animais.

Nos últimos milhares de anos, a história do planeta pode ser contada a partir da escravização das espécies não humanas pelos humanos. Poderíamos dizer também que a história tem se construído pela dominação do forte sobre o indefeso, e isso mesmo internamente à espécie humana, tanto é que o fenômeno da escravidão aconteceu e acontece em diferentes países, refletindo a mesma lógica. Entretanto, a evolução dos aspectos morais fez o homem reconhecer que essa possibilidade natural - a supremacia do forte sobre o fraco – não se sustentava do ponto de vista ético. Pelo contrário, a ética tratou de apontar ao homem a necessidade de proteger os seres mais vulneráveis: idosos, crianças, doentes, dentro do princípio da tutela do fraco. O mesmo ainda não se estendeu à consideração das espécies mais fracas. Se a dominação das espécies mais fracas está justificada pelo princípio do estado de natureza em que o forte domina o fraco, não deveria estar na égide da racionalidade e moralidade humana. Alegar o estado de natureza nos levaria a re-adotar uma série de hábitos e de visões que fomos abandonando pelo uso da razão e da ética. O homem, a despeito disso, segue explorando os animais.
Os defensores dos direitos animais (DDAs) costumam ser abordados e forçados a justificar sua defesa de espécies “inferiores”, quando o opressor é que deveria se justificar. Cabe perguntarmos por que razão ciência, religião e cidadãos pacatos, pobres e ricos, todos se unem em torno de um ponto comum: a exploração animal? Por que ainda se matam animais para comer, havendo alternativas alimentares, saudáveis, ecológicas e econômicas? Por que ainda se caçam animais, havendo tantas formas de lazer e até reproduções da prática de caçar em meios tecnológicos? Por se mantêm animais em gaiolas, quando se pode adornar uma casa com quadros e esculturas e ouvir os cantos em aparelhos de som? Por que cientistas não buscam alternativas ao uso de animais em pesquisas? Quando ciência e religião ficam tão próximas que não sabemos quem é mais fundamentalista, temos aí um grave problema. Nem todo progresso é ético, nem todo progresso eleva. Contra a ética, nenhum progresso se justifica.
O ano de 2008, na contramão da escravização animal, consolida a luta pelos seus direitos, defendendo algo maior do que o bem estar animal, a sua definitiva libertação. Quando Tom Regan escreve o livro Jaulas Vazias, está defendendo a idéia da libertação animal e repudiando o chamado bem-estarismo, pelo qual alguns protetores de animais preconizam melhores tratamentos, aceitando, porém, a idéia da escravidão. Algo como um senhor de escravos generoso. O abolicionismo repudia qualquer forma de escravidão, e alguns teóricos do abolicionismo chegam a atestar que o bem-estarismo consolida e protela a escravidão animal eternamente. Assim, Porto Alegre sediará no próximo dia 13 mais uma edição do Dia Internacional dos Direitos Animais, sob o tema Não Queremos Jaulas Maiores, Queremos Jaulas Vazias. "

domingo, 26 de outubro de 2008

Espetadas de Seitan e Legumes

Ingredientes:

* 350g de seitan¹
* 1 cenoura
* 1 pimento vermelho
* 1 pimento verde
* 1 cebola
* 1 curgete
* 2 dentes de alho
* 2 folhas de louro
* Molho de Soja
* Sumo de Limão
* Sal
* Azeite
Modo de Preparo:
Corta o seitan em cubos de tamanho médio e coloca-os a marinar com o alho, o louro, sal, o sumo de limão, o molho de soja e um fio de azeite. Junta à marinada a cenoura e a curgete às rodelas grossas e os pimentos e cebola em pedaços.Algumas horas depois coloca os pedaços de seitan alternados com os legumes em paus de espetada e leva a grelhar.Acompanha com arroz integral ou batata a murro e uma salada.




Agradecemos pelas visitas. Brevemente postaremos mais receitas vegetarianas e veganas!


Não percam!



(¹) O seitan ou glúten, como por vezes também é designado devido ao nome da proteína do cereal, é um substituto da carne derivado de uma proteína de trigo chamada glúten. É um alimento da Antiguidade, tal como o tofu. Não está claro se a receita provém da Índia ou da China. O seitan é um óptimo substituto da carne, não só a nível proteico como também a nível de preparação culinária. Pode grelhar-se, panar-se, usar em estufados, em espetadas ou assar no forno. Este é um alimento facilmente encontrado em lojas de produtos naturais. O seitan é produzido a partir da preparação da farinha de trigo. Faz-se primeiro uma massa, como para o pão. Esta é depois lavada, num passador, com água corrente. Neste processo perde as gorduras e os hidratos de carbono. A massa lavada é então cozinhada com molho de soja (shoyu ou tamari) e ganha assim uma consistência dura. Fica um preparado fibroso, que deve ser bem cortado em fatias. O seitan é um óptimo substituto da carne e assemelha-se no aspecto. É um produto rico em fibras e minerais. Encontra-se à venda em lojas de produtos naturais. Geralmente o seu período de validade é de 2-3 semanas, no entanto pode congelar-se.


Fonte - imagem - Gettyimages

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Churrasco Vegetariano - Sojasco

Receita para 4-5 pessoas (preparar 1 dia antes)


· Ingredientes (Todos encontrados em qualquer supermercado, confira!)
500 gramas de pts (proteína texturizada de soja) clara ou escura

1 cebola grande bem picada

1 colher de alho picado

15 colheres de sopa de vinagre

4 caldos em pó de legumes ( Kitano )

4 colheres de sopa de azeite

3 colheres de sopa de oréganosal a gosto


Opcionais para acrescentar no espetinho:
1 pimentão vermelho cortado um pouco maior que a pts

1 pimentão verde cortado um pouco maior que a pts

1 cebola cortada

150 gramas de azeitona sem semente

150 gramas de champignon inteiro

1 lata de salsicha de soja da Superbom


· Preparo
1° Passo - em um recipiente grande, colocar toda pts em seguida jogar água quente +/- 1 Litro - acrescentar

5 colheres de sopa de vinagret - adicionar

1 caldo em pó de legumes - misture por 10 minutos, tempo de hidratar a pts. Após, deixar escorrer todo o líquido.
2° Passo - Adicionar os demais ingredientes - cebola, alho, 10 colheres de sopa de vinagre, 2 caldos em pó de legumes

4 colheres de sopa de azeite, 3 colheres de sopa de orégano e sal a gosto. Depois de misturar os ingredientes, esprema a proteína de soja para 'puxar' o tempero para dentro. Vale experimentar a pts para saber se o teor de sal estábom ou não. Depois de bem misturado, cubra o recipiente e leve-o até a geladeira.


Prepare 1 dia antes do evento tão esperado ;-)


Se possível, só monte os espetinhos depois de deixar o tempero por pelo menos24 horas. Ao montar, misture mais 1 vez para o tempero aderir bem à pts.



Ah, o verão!

Em pauta

O Vegetarianismo em Pauta esteve ausente por alguns dias, mas é claro que não deixaríamos nossos(as) queridos(as) leitores(as) sem um post que mereça tanta espera, não é mesmo?!

O horário de verão deste ano começou no dia 19 de outubro nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país. Lembrando que, nos aproximamos da estação mais desejada e gostosa do ano: O VERÃO! Ah, o verão! Uma hora a mais para acordarmos, uma hora a menos para dormirmos. Mas tem lá o seu lado bom ... contaremos os dias em que chegaremos às férias! O Verão lembra a praia, que lembra o sol, que lembra o calor, que lembra áquela bebida gelada, que lembra COMER ... que para alguns - não vegetarianos - lembram o churrasco, MUITO churrasco! É sábado, é domingo ... tem até sexta-feira à noite, o churrasco!


Durante esta semana postaremos diversas formas de um churrasco alá Vegetariano: sem os nossos amigos não-humanos no meio. Mostraremos que é possível substituir o churrasco tradicional, por uma alimentação saudável; convido-os para mergulharem em receitas deliciosas e fáceis de preparar!
Desde já agradecemos as visitas e desejamos uma ótima leitura!
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CHURRASCO VEGETARIANO
Churrasco de Batata


Ingredientes:




* Batatas novas (de casca fina e bem limpinha)
* Azeite
* Orégano
* Sal





Modo de Preparo:
Cozinha as batatas em água e sal com casca "al dente"; nada de batatas cozidas demais, como para puré. Depois de cozidas e ainda quentes, corte as batatas ao meio, no sentido do comprimento, e regue com bastante azeite. Polvilha com orégãos a gosto, cubra e deixe as batatas descansarem para absorverem o azeite e o gosto do orégão. Coloque as batatas para assar em uma grelha, na churrasqueira, até que fiquem bem douradas, dos dois lados. (Não é para retirar a casca da batata, pois depois de assada, ficam crocantes).



DICA:
Um acompanhamento gostoso deste prato é um suco beeem gelado de laranja com cenoura, para os adeptos à ortelã, vale também, o que não vale é ficar sem preparar este prato e o suco, né? Super fácil, econômico, prático e rápido!




Fonte - foto: Gettyimages

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

4 de outubro é o Dia Mundial dos Animais

Em pauta
O dia mundial dos animais, 4 de Outubro, celebra-se desde 1930 em mais de 45 países. Neste dia os homenageados são os nossos amigos e companheiros animais. Não só devemos amar e respeitar os animais que vivem nas nossas casas, como também devemos refletir e lembrarmo-nos dos muitos animais que sofrem às mãos humanas.
Cães, gatos, aves, porcos, vacas, répteis, cabras, ovelhas, etc, são explorados sem que muitas vezes nós percebamos. A melhor homenagem que podemos prestar a estas inocentes vítimas é transmitir a mais pessoas o que realmente acontece em laboratórios, matadouros, circos, rodeios, etc, para que elas estejam a par, tenham consciência e assim, ressaltem e nao deixem o que estiver envolvido no sofrimento animal.
Já pensou o quanto seria maravilhoso, no futuro, festejar o dia do animal e já não existir a tortura massiva que faz parte na atualidade? Pode ser um futuro próximo. E se você ama os animais, se sua bandeira no Vegetarianismo, ou seja, na sua vida, são os animais, tome uma parte ativa e contribua para que este futuro se aproxime.
Não se acanhe, tenha orgulho de passar a mensagem a todos que você é VEGETARIANO POR AMOR AOS ANIMAIS, PELO RESPEITO, PELA ÉTICA, VOCÊ É A FAVOR DA VIDA!!!
Não somente nesta data devemos ressaltar nossos ideais e desejos para com os animais, mas todos os dias devemos proclamar a todos a mensagem de vida, a mensagem vegetariana; de que os animais não podem se defender sozinhos e que muitos crimes a que são submetidos sem a menor piedade são feitos abaixo de nossos olhos!!!
Use a sua consciência, a sua inteligência racional para salvar e proteger os nossos amigos não-humanos!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Considerações sobre o Vegetarianismo

Em pauta
Embora o texto postado pertença a uma publicação Espírita, gostaríamos de ressaltar que o enfoque deste blog não é religioso, e que não objetivamos criticar qualquer crença religiosa. Apenas trataremos dos argumentos e idéias expostas no texto referentes ao VEGETARIANISMO.
Segue abaixo o texto original em preto e os nossos comentários em vermelho.



Espiritismo e vegetarianismo
Bernardinho da Silva Moreira

“Segundo diversos estudiosos do assunto, os seres humanos evoluíram como carnívoros, daí considerarem que temos o direito de viver, segundo nossas predisposições dietéticas naturais. Não há como negar, a humanidade está adaptada a uma dieta que tem como principal elemento a carne e não a uma dieta predominantemente vegetal. As provas são gritantes e como exemplo podemos citar, as populações de camponeses carentes que não dispõem de carne em abundância. Ora, sabemos que as populações forçadas a se alimentarem com uma dieta pobre em proteínas, mas com alto teor de carboidratos por muito tempo, acabam lamentavelmente sofrendo de problemas vários, tais: cirrose hepática, pelagra, beribéri, kwashior-kor (doença tropical que atinge crianças, causada por insuficiência de proteínas na alimentação. Esta é a denominação nativa em Gana) e outras mais causadas pela deficiência de proteínas.”

Para os que acreditam na versão Bíblia, a dieta descrita no livro de gêneses é a vegana. As recomendações dadas por Deus descritas neste livro eram para que Adão e Eva comessem dos frutos e não dos animais, também criados por Deus. Somente após o dilúvio é que Deus permitiu que os homens comessem carne. Encaro essa liberação do consumo de carne como algo pontual, ou seja, a questão pós dilúvio era de vida ou morte já que não existiam outras opções de alimentação por causa do forte estrago causado pela enorme chuva. Estender essa permissão para o século XXI, no qual existe uma facilidade de acesso a uma diversidade de alimentos para a grande maioria das pessoas, penso ser um exagero e uma má interpretação Bíblica. Para os que não acreditam na descrição literal da Bíblia, existem também outros argumentos plausíveis advindos de estudos da fisiologia humana. Dentes, unhas, acidez estomacal, comprimento de intestino e mastigação são diferentes quando é feita a comparação entre humanos e animais carnívoros. O homem da caverna pode até ter evoluído caçando animais para alimentação, mas isso não é justificativa para que esse hábito permaneça, até porque estamos evoluindo, correto? E as formas utilizadas pelo ser humano para evoluir nem sempre foram as naturais. E não é porque o homem evoluiu comendo carne TAMBÉM que a NATUREZA dele será carnívora. Se você oferecer uma fruta a um tigre ou a um cachorro, que são animais carnívoros, talvez eles até comam a fruta, mas isso não quer dizer que eles mudaram a natureza carnívora que possuem.
Será mesmo a natureza do homem carnívora? Você sente vontade de matar uma vaca com suas próprias mãos e comê-la crua?

“Um dos casos mais famosos na história do vegetarianismo, foi o de George Bernard Shaw que é citado como exemplo, devido sua vida ativa até aos noventa anos com sua dieta especial. Mas isso é apenas um lado da história, o que muitos não sabem é que uma anemia grave causada por seu vegetarianismo quase o matou em certo período, e ele só foi salvo por aceitar receber uma medicação à base de extrato de fígado. Isso na época causou um alvoroço, devido aos líderes do movimento vegetariano que irados, não pouparam o dramaturgo idoso dos ataques virulentos por ter desrespeitado os princípios do vegetarianismo, esquecidos ou pouco se importando com a sobrevivência de Shaw.”

Esse tipo de exemplo é lamentável. É querer achar “defeitos” ou falta de consenso na fala dos outros para justificar sua posição contrária. Por que Shaw resolveu ingerir um medicamento provindo de um animal anula todo o discurso vegetariano? Isso foi uma opção pessoal!
Anemia hoje em dia só se cura com medicamento à base de extrato de fígado e com a utilização da carne? Um estudo mais profundo do tema mostrará que NÃO. Acho que já está na hora de superar esse mito, informação hoje em dia é o que não falta! Para não me alongar no tema, recomendo a leitura do artigo escrito pelo nutricionista Jorge Guimarães, que está disponível em
www.vista-se.com.br/site/o-mito-da-proteina/.

“Consultando os Espíritos superiores sobre o tema em pauta, Kardec pergunta na questão 723:”
‘A alimentação animal é, com relação ao homem, contrária à lei da Natureza?
- Dada a vossa constituição física, a carne alimenta a carne, do contrário o homem perece. A lei de conservação lhe prescreve, como um dever, que mantenha suas forças e sua saúde, para cumprir a lei do trabalho. Ele, pois, tem que se alimentar conforme o reclame a sua organização.’ “

Basta observar a natureza. A vaca não é feita de carne? Ela come o quê? Capim!! Nem por isso vamos ver vacas atrofiadas e sem forças devido à falta de carne.

“Se a lei natural é lei de Deus e a lei de conservação também, tentar mudar o código divino, seria o mesmo que caminharmos para o abismo por vontade própria, o que seria, sem dúvida nenhuma, suicídio. Outro ponto importante, para cumprirmos com a lei de trabalho, não podemos fugir da responsabilidade de mantermos o vigor físico, que dependerá da alimentação em conformidade com a nossa organização.”

Como citado anteriormente, de acordo com a Bíblia, a nutrição original imposta por Deus era a vegana, logo, dá para concluir que era a natural.
Vigor físico? Éder Jofre, um dos maiores pugilistas Brasileiro, que foi inclusive campeão mundial, era vegetariano! Acredito que forças não lhe faltaram, não é? Fora outros atletas olímpicos que também são vegetarianos.

“Para aqueles que não estudaram o problema isso pode ser difícil de entender. Legumes são mais baratos do que carne, mas o problema é equilibrar o consumo de legumes a fim de produzir, através da habilidade humana, o equilíbrio de aminoácidos tão simplesmente oferecidos por qualquer pedaço de carne. Diferentes vegetais possuem diferentes aminoácidos essenciais, mas não na combinação certa: sem a combinação perfeita de todos os oito, nenhum deles produz o efeito necessário no aparelho digestivo humano. Isso significa que, a fim de produzir uma refeição vegetariana saudável, é necessário atingir um equilíbrio sutil baseado em conhecimentos bioquímicos, empregando a mistura certa de elementos botânicos. Isso demanda paciência e habilidade e explica porque, nas comunidades camponesas ignorantes, uma dieta, a inevitável dieta vegetal causa tantas doenças sérias. No estado atual das coisas, uma dieta vegetariana equilibrada é essencialmente um fenômeno de classe média alta. Em contrapartida, uma dieta vegetariana adotada de maneira imperfeita pelo povo continua sendo mortífera”.
“Essas são as palavras do zoologista e especialista em comportamento humano, Desmond Morris, registradas no livro ‘O Contrato Animal’.”

Não, vegetarianismo não é mortal. E também não é dieta de burguês. O próprio autor cita que legumes são mais baratos que a carne! E pobreza não é sinônimo de ignorância. Hoje em dia existem regras tão simples para se obter o máximo de nutrientes possível dos vegetais, como por exemplo, colorir o máximo possível o prato com diversos vegetais. E é bom deixar claro, não existe nenhum aminoácido necessário ao organismo humano que não seja encontrado nos alimentos do reino vegetal. Alguns estudos populacionais mostram que a dieta vegetariana - inclusive a vegana!! - excede a necessidade de aminoácidos essenciais.

“Conheci algumas pessoas que ao lerem sobre a vida de Francisco de Assis, deixaram de comer carne como se isso fosse deixá-las mais espiritualizadas. O interessante é que a moralidade, o amor ao próximo que era praticado pelo grande missionário de Assis é colocado em plano secundário ou, o que é pior, imediatamente esquecido.”
“Os fariseus também não comiam a carne de porco e outros animais, que segundo eles eram impuras; também vestiam-se de branco e lavavam as mãos, mas não lavavam a alma. Eram sepulcros caiados por fora e por dentro eram cheios de podridão.”

E quem disse que um comportamento anula o outro?! Se uma pessoa é vegetariana por ter consciência do valor da vida animal, pode ter certeza que por extensão da lógica, ela também dará valor à vida humana.
E ficar tentando ver tropeço no comportamento alheio para justificar sua crença é fugir do debate sério, por favor!



“Voltando ao mestre Kardec, iremos à questão 722:
‘Será racional a abstenção de certos alimentos,prescrita a diversos povos?
- Permitido é ao homem alimentar-se de tudo o que não lhe prejudique a saúde. Alguns legisladores,porém, com um fim útil, entenderam de interdizer o uso de certos alimentos e, para maior autoridade às suas leis, apresentaram-nas como emanadas de Deus.’ "

Hoje existem MUITOS estudos que mostram as vantagens da dieta vegetariana comparada a uma dieta com ingestão de carne. Principalmente na diminuição dos problemas cardiovasculares. Abaixo disponibilizareis alguns link’s de estudos.

“O importante não é só o que entra na boca do homem,mas principalmente o que sai!
A advertência de Desmond Morris deve ser analisada por todos nós:
‘Claramente,o movimento vegetariano, a despeito de suas boas intenções, está lutando contra a natureza, e sua luta desigual continuará até o dia distante em que os bioquímicos conseguirem finalmente criar uma dieta sintética completa a partir de elementos químicos básicos, própria para ser consumida por todos nós.’ “

O importante é o que ENTRA e SAI da boca do homem. Temos que assumir nossas responsabilidades por completo.
O movimento vegetariano luta pela vida, luta para mostrar que os animais não foram feitos para que o homem manipule de acordo com os próprios interesses. Animais são vidas independentes, com suas particularidades, funções e interesses.
Não, não precisamos de evolução tecnológica para aprimorar nossa nutrição, muito pelo contrário, ela sempre esteve disponível a todos que se dispôs a olhar com os olhos da compaixão.

Rand WM, Pellett PL, Young VR. Meta-analysis of nitrogen balance studies for estimating protein requirements in healthy adults. Am J Clin Nutr. 2003;77:109-127.
Position of the American Dietetic Association and Dietitians of Canada: Vegetarian diets. J Am Diet Assoc. 2003;103:748-765.(www.svb.org.br/artigos/artigos.htm).
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2007001600005 (Risco cardiovascular em vegetarianos e onívoros: um estudo comparativo)

 
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